5 igrejas interessantes para conhecer em Roma

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As igrejas de Roma são lugares que não podem faltar durante sua estadia na Cidade Eterna. Mas como não é possível visitar todas, conheça 5 igrejas que valem uma visita, além da Basílica de São Pedro, é claro!

Antes de mais nada, para fazer este roteiro, percorremos o caminho da “Via Felice” de Sisto, que conhecemos como colinas do Quirinale, Viminale e Esquilino. Lá se encontram 3 igrejas veneráveis, todas datando da antiguidade romana e muito queridas pela tradição católica. Duas das igrejas da área, Santa Pudenziana e Santa Prassede, são o testemunho secular de uma história muito antiga.

Uma delas, a grande Basílica de Santa Maria Maior, também tem especial importância litúrgica como parte da peregrinação das “Sete Igrejas”. Esta peregrinação acontece anualmente desde a Idade Média, e ainda hoje a realiza multidões de fiéis em busca de indulgência, ou seja, 300 anos de “inscrição” do purgatório, desde que se visite realmente todas as sete igrejas.

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A Igreja de Santa Pudenziana

Antes de tudo, diz-se que quando o apóstolo Pedro veio a Roma e a reação pagã contra a nova religião estava crescendo e se tornando sangrenta, um senador romano chamado Pudêncio, convertido ao Cristianismo, tentou salvar Pedro hospedando-o em sua casa.

O senador tinha duas filhas, Pudenziana e Prassede, que após a morte de Pedro dedicaram suas vidas a ajudar os cristãos perseguidos e a recolher seu sangue, para preservá-lo como uma relíquia sagrada.

A casa de Pudêncio e suas filhas também se tornou um refúgio para os perseguidos e um centro de devoção religiosa, uma das muitas ecclesiae domestica características do culto cristão antes de ser legitimado no século IV. Posteriormente, esta “casa” local de culto, como muitos outros semelhantes, foi transformada em uma igreja regular, Santa Pudenziana. Sucessivamente ergueu-se outra igreja na mesma área, dedicada a Prassede.

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A igreja de Santa Pudenziana ergue-se, na verdade, sobre as ruínas de uma casa privada do século I d.C., ou seja, no mesmo período da suposta estadia de São Pedro em Roma. Em seu interior, o elemento mais precioso é o esplêndido mosaico do século IV na abside (as últimas cinco figuras à direita são uma restauração do século XIX). Ele mostra Cristo entronizado, rodeado pelos apóstolos. Atrás dessas há duas figuras femininas, provavelmente representando as duas religiões gloriosas, judaica e cristã. Entretanto, ainda são muitos aqueles que conundem essas figuras com as irmãs sagradas Pudenziana e Prassede.

Ao fundo estão a cruz e a cidade de Jerusalém, no céu, os símbolos em um mosaico. Esta cena também é a mais antiga representação “realista” de figuras humanas em tamanho natural que sobreviveu em uma igreja romana.

Santa Prassede

Esta igreja foi construída no século IX, quando a história das duas santas irmãs Pudenziana e Prassede já tinha alguns séculos. Sua realização se deu pelo “pontífice construtor” São Pasqual I, sobre as ruínas de uma basílica cristã pré-existente, em uma área onde se acreditava que Prassede havia ajudado os primeiros mártires.

Esta entrada leva diretamente para o corredor direito. No meio do caminho fica a Capela de São Zenão, o monumento bizantino mais importante de Roma, chamado de “jardim do paraíso” na Idade Média. Esta obra do século IX está totalmente coberta por mosaicos, representando Jesus, anjos e santos (incluindo naturalmente as duas irmãs sagradas), sobre um fundo dourado adornado com animais e plantas simbólicos.

As igrejas de roma: santa prassede

O piso, por sua vez, é uma bela e rara peça de mármore que antecede a técnica cosmatesca. Em todo o resto da igreja, o piso, em estilo cosmatesco, é uma reforma moderna. Numa sala adjacente há uma pequena coluna de jaspe oriental trazido de Jerusalém por um cruzado, porque se acreditava ser aquele a quem Jesus estava destinado para a flagelação.

 

Igrejas de Roma: A Basílica de Santa Maria Maior

Antes de mais nada, a grande igreja dedicada a Maria no século V foi chamada de “Maior” por ser a maior das 80 igrejas marianas de Roma. Além disso, ela é uma das quatro basílicas papais da cidade, bem como a mais antiga igreja do Ocidente dedicada à Santíssima Virgem de que se tem notícia.

Sem dúvida, a Basílica de Santa Maria Maior é uma das mais incríveis igrejas de Roma. Seus ricos pisos de mármore são do século XII e outro maravilhoso mosaico foi adicionado no final do século XIII. O campanário românico, o mais alto e marcante de Roma, é do século XIV. Por outro lado, o esplêndido teto é do final do século XV. O ouro foi doado ao Papa Alexandre VII Borgia, pelos soberanos espanhóis Fernando e Isabel. Ele foi o primeiro ouro trazido para a Europa por galeões espanhóis da recém-descoberta América.

Basílica de Santa Maria Maior
Teto da Basílica de Santa Maria Maior

Por fim, os restos mortais de figuras importantes repousam na igreja. Um deles é Gian Lorenzo Bernini, sepultado ao lado de seu pai Pietro. Outro é Sisto V, o grande “pontífice construtor”. Encheu Roma de tantas obras, que de todas as partes o seu nome, como um eco, ressoa aos ouvidos do viajante.

 

San Martino ai Monti

No topo do Esquilino, que antigamente fazia fronteira com o bairro mais populoso e popular de Roma, a Suburra, fica a igreja de San Martino ai Monti. Após a queda do Império, a área foi abandonada, juntamente com todas as outras áreas residenciais localizadas nas alturas, devido à destruição dos aquedutos. Ainda hoje permanece estranhamente silencioso, um dos pontos da cidade que ainda dá a impressão de solidão e abandono que caracterizou os “desabitados” durante séculos.

Neste lugar, após a legitimação do Cristianismo, construíram inúmeras igrejas. De fato, muitas delas ainda existem, porque os habitantes desse bairro proletário foram os primeiros a se converterem a uma religião que oferecia compaixão aos pobres.

Caso siga nosso roteiro das igrejas de Roma, ao sair de Santa Prassede, vire à direita na via Santa Prassede e de novo à direita na via San Martino ai Monti.

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A fachada de San Martino ai Monti e grande parte da atual igreja são do século XVII. Antes disso, havia um edifício do século VI, que por sua vez substituiu um centro de reuniões cristãs semiclandestinas estabelecido três séculos antes na residência de um sacerdote chamado Equizio.

Sem dúvida, a principal atração da igreja é a parte subterrânea. Depois de passar por uma cripta do século XVII, você desce para as ruínas do século III contendo fragmentos da mobília de mármore do século IX da igreja e vestígios desbotados de afrescos de santos da mesma época. Eles pertencem a um ou mais edifícios bastante importantes, originalmente de pelo menos dois andares que se abrem para o Clivus Suburranus.

 

Igrejas de Roma: San Pietro in Vincoli

Uma caminhada de 5 minutos pela via delle Sette Sale o levará a praça onde se encontra a Igreja de San Pietro in Vincoli.

A história da igreja é semelhante à de San Martino ai Monti. De fato, ela foi erguida no início do século V, para preservar as correntes da prisão de São Pedro na Palestina. Isso aconteceu depois que a imperatriz Eudossia alegou tê-las recuperado em Jerusalém. Além disso, ela substituiu uma igreja construída um século antes e que ficava sobre uma ecclesia domestica do século III.

Esplêndidas colunas da nave central, bem como um teto arejado com afrescos do século XVIII dão grandeza ao interior. O tema do afresco é o Milagre das Correntes. De fato, quando as correntes de São Pedro tocaram aqueles que haviam aprisionado o santo durante sua estadia em Roma, elas acabram se soldando umas às outras.

No transepto fica o monumento que dá fama especial a esta igreja. Trata-se do túmulo do Papa Júlio II com a estátua de Moisés, de Michelangelo. Moisés é representado em seu retorno do Monte Sinai, sentado. Além disso, ele está segurando as Tábuas da Lei e olhando para seus seguidores que adoram o bezerro de ouro. Moisés é uma figura de inexprimível monumentalidade e força. Os chifres são um atributo tradicional de sua imagem, derivada da tradução incorreta em “chifres” da palavra hebraica “raios” na versão grega da Bíblia.

moises de michelangelo em uma das igrejas de roma

Além disso, na abside se encontra uma estrutura do século XIX que contém as lendárias correntes de São Pedro. Elas estão numa teca cujas portas de bronze mostram cenas da vida do santo.

Por fim, em uma cripta sob o altar, há um sarcófago cristão do século IV, que uma lenda diz conter os ossos dos bíblicos irmãos Macabeus.

 

E então, que tal conhecer essas e outras igrejas de Roma com um passeio guiado? Veja mais sobre nosso Tour das Igrejas de Roma!

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